A Justiça de São Paulo acatou o pedido de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após solicitação feita pelos próprios filhos. A medida ocorre em razão do quadro de saúde do ex-chefe do Executivo, diagnosticado com Alzheimer em estágio avançado.
FHC tem interdição decretada e família assume decisões legais
Com a decisão judicial, os filhos passam a ser responsáveis pela administração dos bens e pela condução de atos da vida civil em nome do ex-presidente. O processo tramita sob sigilo em uma das varas da capital paulista, como é comum em casos dessa natureza.
Entre os responsáveis diretos está Paulo Henrique Cardoso, que ficará encarregado de gerir o patrimônio e resolver questões burocráticas e cotidianas.
As informações sobre o estado de saúde de FHC foram divulgadas inicialmente pelo jornal O Globo e confirmadas pela revista Veja, com base em dados da Fundação FHC, sediada em São Paulo. Tanto a família quanto a instituição optaram por não comentar o caso, destacando o caráter privado da situação.
Nos últimos anos, o ex-presidente tem se mantido afastado da vida pública e não concede entrevistas. Em agosto de 2025, sua produção intelectual — composta por livros e publicações — foi disponibilizada gratuitamente em acervos digitais e bibliotecas em todo o país.
A interdição costuma ser adotada em situações de doenças crônicas e irreversíveis, quando há comprometimento da capacidade de tomada de decisões, garantindo assim a proteção jurídica e patrimonial do indivíduo.



