A Polícia Federal (PF) apreendeu maços de dinheiro armazenados em sacos plásticos durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quarta-feira (27). A investigação apura suspeitas de fraudes em cobranças de mensalidades associativas aplicadas a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ofensiva mira pessoas ligadas à administração de entidades suspeitas de realizar descontos indevidos diretamente nos contracheques de beneficiários do sistema previdenciário.
Operação Sem Desconto atinge três núcleos investigados
Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, todas autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a Polícia Federal, os investigados estão distribuídos em três núcleos de atuação identificados nos estados de São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal.
Em São Paulo, a apuração envolve pessoas ligadas a entidades associativas suspeitas de participação no esquema. Já em Brasília, o foco está em dirigentes da União Brasileira de Aposentados da Previdência e da Associação de Benefícios e Previdência.
Em Pernambuco, a investigação alcança servidores e ex-servidores de agências locais do INSS, além da Associação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas da Nação.
PF apura ocultação de patrimônio e possível ressarcimento de vítimas
De acordo com os investigadores, há indícios de que parte dos suspeitos estaria tentando se desfazer de bens para evitar bloqueios judiciais. Por esse motivo, foram determinadas medidas cautelares com o objetivo de preservar patrimônio que possa ser utilizado para eventual ressarcimento das vítimas.
A operação segue em andamento para aprofundar a identificação dos envolvidos e o alcance financeiro do esquema investigado.


