O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta terça-feira, que o governo federal deve apresentar uma nova medida para amenizar o impacto do aumento de preços em compras internacionais de baixo valor, popularmente conhecidas como “taxa das blusinhas”.
A declaração foi feita durante entrevista concedida a veículos independentes, quando o presidente afirmou que ainda não pode antecipar os detalhes da proposta. “Eu só não posso anunciar o que vamos fazer (sobre taxa das blusinhas), porque temos um plano de trabalho, e ainda vamos fazer o anúncio, e só vamos fazer isso quando estiver tudo pronto, porque ao anunciar vai demorar 40 dias para entrar em vigor”, disse.
“Taxa das blusinhas” pode passar por revisão após críticas
A cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 passou a valer em 2024, após aprovação no Congresso Nacional. A medida estabeleceu uma alíquota de 20% sobre esse tipo de importação, atingindo diretamente consumidores que utilizam plataformas digitais para adquirir produtos de baixo custo.
Apesar de o governo ter apoiado o projeto à época, Lula destacou que não concordava com a implementação da taxa. Segundo ele, a decisão foi influenciada por pressão de setores do comércio varejista nacional.
— “O Congresso aprovou, sob pressão do comércio varejista comerciante de São Paulo, Rio de Janeiro, as lojas mais organizadas fizeram uma pressão, o que foi um absurdo. Nós concordamos com o Congresso, mas eu achava desnecessário o aumento das blusinhas, porque são compras muito pequenas, de R$ 20, R$ 70, que não têm nada muito significativo, mas as pessoas de baixo poder aquisitivo compravam aquilo e ainda compram, eu sei do prejuízo para esses cidadãos” — afirmou.
Taxação impacta consumo de baixa renda
A avaliação do presidente reforça o impacto da medida sobre consumidores de menor renda, que utilizam esse tipo de compra como alternativa mais acessível. A expectativa agora gira em torno do anúncio oficial, que deve detalhar como o governo pretende ajustar a cobrança e reduzir os efeitos no bolso da população.
Com a sinalização de mudanças, o tema volta ao centro do debate econômico, envolvendo equilíbrio entre arrecadação, competitividade do comércio nacional e acesso a produtos importados de baixo custo.



