O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que alguns ministros da Corte agem como uma “casta dos intocáveis”, dizendo que magistrados estariam se colocando acima da lei.
A declaração foi feita na segunda-feira (9), em Brasília, durante o anúncio de novas ações do Partido Novo contra o ministro Alexandre de Moraes.
Novo anuncia pedido de impeachment contra ministro do STF
Durante o evento, o partido confirmou a apresentação de mais um pedido de impeachment contra Moraes. A iniciativa faz parte de um pacote de medidas jurídicas que também inclui uma notícia-crime a ser encaminhada à Procuradoria-Geral da República.
Segundo Zema, ministros do STF não podem ser considerados imunes a questionamentos. O governador afirmou que, assim como presidentes da República já foram afastados no Brasil, magistrados também deveriam ser responsabilizados caso haja irregularidades.
O governador também citou o ministro Dias Toffoli ao mencionar supostas ligações com investigações relacionadas ao Banco Master.
Ações foram anunciadas com liderança nacional do Novo
Além de Zema, participaram do anúncio parlamentares do partido e o presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro. As medidas foram divulgadas após a circulação de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que teria trocado conversas com Moraes.
Em nota divulgada anteriormente, o ministro afirmou que os registros encontrados no celular do empresário estavam vinculados a pastas de contatos de outras pessoas, e não diretamente a ele.
Senado acumula dezenas de pedidos de impeachment contra Moraes
Atualmente, o Senado Federal já reúne 46 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. A decisão sobre dar andamento ou não às solicitações cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
O senador Eduardo Girão também anunciou que pretende encaminhar uma representação ao Conselho de Ética do Senado contra Alcolumbre, alegando que os pedidos estariam sendo engavetados.
Segundo o parlamentar, a situação representaria uma suposta omissão institucional na análise das solicitações envolvendo ministros da Suprema Corte.



