O Tribunal de Contas da União abriu apuração para verificar possíveis irregularidades no uso de recursos públicos durante o Carnaval do Rio de Janeiro 2026. O foco da investigação envolve a participação da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, em um desfile realizado na Marquês de Sapucaí.
Denúncia aponta uso da estrutura pública para a folia de Janja
A investigação teve início após representação apresentada por parlamentares do Partido Novo, que levantaram suspeitas sobre possível utilização indevida de recursos da Presidência da República.
Entre os pontos questionados estão o uso de equipes de cerimonial, articulação institucional e suporte logístico de servidores do Executivo federal para a organização de um carro alegórico no evento.
Mesmo com a realização do desfile em fevereiro, o tribunal decidiu dar continuidade à análise do caso. Por unanimidade, os ministros determinaram que a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República apresentem esclarecimentos no prazo de 15 dias.
A decisão inclui a exigência de informações detalhadas sobre a atuação de servidores públicos durante o período do evento.
Lista de servidores está no centro da apuração
O TCU solicitou a relação completa dos profissionais da Presidência que estiveram no Rio de Janeiro entre os dias 1º e 18 de fevereiro de 2026.
O levantamento deve incluir nomes de integrantes das áreas de segurança, comunicação, cerimonial e assessoria que tenham sido deslocados para acompanhar ou prestar apoio à primeira-dama, ao presidente ou a ministros durante a programação do Carnaval.
A análise do tribunal ocorre em meio a discussões sobre os limites do uso da estrutura pública em eventos de grande visibilidade. A depender das conclusões, o caso pode gerar desdobramentos administrativos e políticos.



