O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o segundo mês de 2026 com as contas no vermelho, registrando um déficit de R$ 30 bilhões. Apesar do resultado negativo, o valor representa uma leve melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo ficou em R$ 31,6 bilhões.
No acumulado dos últimos 12 meses, o cenário segue pressionado, com um prejuízo total de R$ 60,4 bilhões, indicando dificuldades persistentes para equilibrar as finanças públicas.
Previdência lidera déficit nas contas públicas
O principal fator que pesa sobre o resultado fiscal continua sendo o sistema previdenciário. O Regime Geral de Previdência Social concentrou um déficit de R$ 22,4 bilhões apenas em fevereiro, mantendo-se como o maior desafio estrutural das contas do governo.
Além disso, o Tesouro Nacional e o Banco Central somaram impacto negativo de R$ 7,6 bilhões no período, contribuindo para ampliar o resultado final deficitário.
Aumento de despesas pressiona orçamento
Outro ponto determinante para o desempenho foi a elevação dos gastos públicos. As despesas totais cresceram 3,1% acima da inflação, refletindo a expansão de custos em diversas áreas da administração federal.
Grande parte desse aumento veio das chamadas despesas discricionárias, que tiveram acréscimo de R$ 5,4 bilhões — justamente aquelas em que o governo possui maior flexibilidade de gestão.
Educação, saúde e folha salarial puxam alta
Entre os setores que mais influenciaram o crescimento dos gastos está a educação, que demandou R$ 3,4 bilhões adicionais, impulsionada por repasses relacionados ao programa Pé-de-Meia.
Na saúde, os pagamentos também aumentaram, com acréscimo de R$ 1,4 bilhão no período. Já as despesas com pessoal e encargos sociais subiram R$ 2,2 bilhões, refletindo reajustes concedidos aos servidores públicos ao longo de 2025.
A previdência também registrou aumento de custos, influenciada pelo reajuste do salário mínimo e pelo crescimento no número de beneficiários, o que elevou as despesas em R$ 1,7 bilhão.


