Quatro servidores da Receita Federal e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) estão sendo investigados por suspeita de vazamento de dados fiscais de autoridades, incluindo familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal iniciou a apuração com buscas e apreensões realizadas nesta terça-feira (17/2) em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Nos próximos dias, os investigados serão ouvidos pelos delegados da corporação para esclarecer as circunstâncias do vazamento.
Investigação sobre possível venda de dados fiscais e ligação com o inquérito das fake news
A investigação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, está vinculada ao inquérito das fake news, que apura ataques coordenados contra integrantes do STF nas redes sociais. A apuração busca determinar se a quebra de dados fiscais, envolvendo a mulher de Moraes e o filho de um outro ministro, foi encomendada para ser vendida a terceiros. O caso ganhou repercussão devido à gravidade das informações vazadas, que envolvem dados pessoais de figuras de alto escalão.
O STF divulgou os nomes dos servidores acusados de vazamento ilegal de dados: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. A investigação agora busca esclarecer a motivação por trás do vazamento, a possível venda de informações sigilosas e identificar os responsáveis por qualquer tentativa de uso indevido dos dados.


