Um levantamento recente aponta que o Senado Federal desembolsou cerca de R$ 2,5 milhões ao longo de 2025 para custear passagens aéreas em classe executiva destinadas a senadores em missões oficiais no exterior. Os dados revelam o volume de recursos públicos utilizados para viabilizar agendas internacionais da Casa.
Parlamentares concentram maiores despesas
Entre os nomes com maiores gastos nesse tipo de deslocamento estão Irajá Abreu, Ciro Nogueira e Eudócia Caldas. Somados, os três parlamentares registraram despesas que chegam a R$ 197 mil com passagens na categoria executiva.
Os números indicam que parte significativa dos custos com viagens internacionais está concentrada em um grupo reduzido de senadores.
Viagem à Rússia teve custo elevado
Um dos exemplos destacados ocorreu em outubro de 2025, quando o Senado arcou com cerca de R$ 68 mil para que Irajá realizasse uma viagem a Rússia em classe executiva. Durante a agenda, o parlamentar participou de reuniões com integrantes do parlamento russo e visitou instituições ligadas à pesquisa científica e à área médica.
As viagens internacionais fazem parte das atividades institucionais do Senado e têm como objetivo promover intercâmbio político, econômico e científico com outros países. No entanto, os valores destinados às passagens, especialmente em categorias mais elevadas, costumam gerar debate sobre o uso de recursos públicos e critérios adotados para esse tipo de despesa.


