O número de empresas em recuperação judicial no Brasil atingiu um novo patamar em 2025, alcançando 2.466 companhias. O volume, o maior desde o início da série histórica da Serasa Experian, iniciada em 2012, reflete o aumento das dificuldades financeiras enfrentadas por diferentes setores da economia.
Na comparação com o ano anterior, houve crescimento de 13% no total de pedidos, indicando um cenário de maior pressão sobre o caixa das empresas. Entre os principais fatores apontados está o patamar elevado dos juros básicos, mantidos em cerca de 15% ao ano, o que encarece o crédito e dificulta a renegociação de dívidas.
Agro lidera avanço da recuperação judicial e preocupa mercado
O destaque negativo ficou com o agronegócio, que concentrou 743 pedidos de recuperação judicial, o equivalente a 30,1% do total registrado no país. O número representa uma mudança significativa no perfil das empresas em crise.
Para se ter dimensão da evolução, em 2012 o setor agropecuário respondia por apenas 1,3% dos casos. O crescimento expressivo ao longo dos anos evidencia a maior exposição do segmento às oscilações econômicas e climáticas.
Pressão de custos e mercado impactam produtores
Entre os fatores que explicam o aumento dos pedidos estão a queda nos preços das commodities agrícolas, o encarecimento de insumos como fertilizantes e os riscos associados ao clima, que impactam diretamente a produtividade.
Esse conjunto de variáveis tem comprometido a capacidade de pagamento de produtores e empresas do setor, levando muitos a recorrerem à Justiça como alternativa para reorganizar dívidas e manter as operações.



