A frase atribuída a Mark Twain provoca uma reflexão sobre os limites da democracia representativa.
O processo eleitoral começa muito antes de chegar às urnas. São os partidos políticos que selecionam oficialmente os candidatos. As direções partidárias exercem influência total sobre quem terá condições de disputar o poder.
E há um detalhe que poucos conhecem: Esse sistema é financiado com dinheiro público, por meio de fundos destinados aos partidos e às campanhas eleitorais. Ou seja, o contribuinte ajuda a financiar uma estrutura política cujas decisões não são transparentes para a população.
Acreditar que a democracia se resume a votar a cada dois anos é ignorar como o poder realmente funciona.
O eleitor escolhe entre os candidatos disponíveis, mas raramente participa das decisões que definem quem chegará à disputa.
Por isso, antes de perguntar em quem votar, é preciso fazer outra pergunta: quem escolheu os candidatos que estão à nossa disposição?
A democracia termina na urna, mas o começo do processo, passa bem longe do povo.



