Em 2025, o Ministério da Saúde realizou a incineração de mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos, sendo que uma parte significativa desse montante, R$ 18,5 milhões, ainda estava dentro do prazo de validade. Esse desperdício, embora tenha sido menor que em anos anteriores, ainda está acima dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19, refletindo um problema persistente na gestão de recursos.
Além das vacinas, itens descartados incluem equipamentos hospitalares e kits essenciais
Entre os itens descartados, estavam produtos de alto valor, como uma bomba de infusão de fluidos, que é utilizada em hospitais para administrar medicamentos, sangue e nutrientes aos pacientes, e dois kits completos para monitoramento de glicose, que só venceriam em dezembro de 2050. Esses itens, adquiridos por meio de decisões judiciais em julho de 2019, foram comprados a preços de R$ 900 e R$ 58,99 cada unidade, respectivamente.
O descarte desses itens, apesar de estarem dentro da validade, levanta questões sobre a eficácia na gestão de compras públicas e no planejamento das necessidades do sistema de saúde.
O valor elevado desse desperdício destaca a necessidade urgente de aprimorar a logística e a distribuição de insumos, além de fortalecer os processos administrativos para evitar perdas significativas, principalmente em um contexto em que recursos públicos são constantemente pressionados.



