O governo federal está analisando a possibilidade de revogar ou ajustar o aumento da tarifa de importação sobre eletrônicos, após forte repercussão nas redes sociais. A medida, que foi publicada em fevereiro de 2026 no Diário Oficial da União, elevou a alíquota de importação de produtos como celulares, notebooks e smartwatches, de 10% para até 20% em alguns casos. Essa decisão faz parte da política de proteção à indústria nacional, mas gerou ampla insatisfação, principalmente entre os consumidores.
A reação do público e o vídeo que gerou polêmica
A discussão sobre o aumento das tarifas de importação de eletrônicos ganhou força depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo criticando a decisão do governo. No conteúdo, Ferreira afirma que a medida é um “peso extra” para a população brasileira, especialmente em um momento de crise econômica. “Enquanto o povo sofre com inflação e desemprego, o governo aumenta imposto em celular, notebook e tudo que a gente usa no dia a dia”, afirmou o deputado, que rapidamente se tornou um dos principais porta-vozes contra a tarifa mais alta.
O vídeo teve uma repercussão massiva nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações e gerando milhares de comentários e compartilhamentos. A mensagem gerou uma pressão considerável sobre o governo, com muitos internautas criticando a prioridade do governo em aumentar impostos sobre itens essenciais enquanto setores industriais parecem ser favorecidos com incentivos fiscais.
O impacto das tarifas de importação de eletrônicos sobre o consumidor e a indústria nacional
O aumento da tarifa de importação afetaria diretamente o preço final de produtos eletrônicos no Brasil, itens que são amplamente utilizados no cotidiano da população. A elevação da alíquota pode levar a um aumento no preço de celulares, tablets, notebooks, smartwatches, entre outros produtos, que já enfrentam uma alta demanda e preços elevados devido a fatores como inflação e flutuações cambiais.
No entanto, o governo também precisa avaliar as consequências para a indústria nacional. Por um lado, a medida visa proteger os fabricantes brasileiros, incentivando a produção local de dispositivos eletrônicos. Por outro, o aumento de tarifas pode gerar um impacto negativo na competitividade dos produtos fabricados no Brasil, afetando tanto os consumidores quanto os setores que dependem desses produtos para suas atividades.
O Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda estão analisando as possíveis alternativas para minimizar o desgaste político, como a redução seletiva das alíquotas para determinados produtos, sem comprometer a proteção à indústria nacional.


