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Deputado fala em “tapa na cara” após decisão de Flávio Dino em suspender quebras de sigilo da CPMI do INSS

Decisão de Flávio Dino suspende quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS e provoca reação de deputados, que criticam interferência nas investigações
Decisão de Flávio Dino suspende quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS e provoca reação de deputados, que criticam interferência nas investigações

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A decisão do ministro Flávio Dino de suspender as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS gerou forte reação entre parlamentares da oposição no Congresso Nacional. A medida atinge todos os requerimentos aprovados de forma conjunta durante sessão realizada em 26 de fevereiro.

A avaliação dentro da cúpula da comissão é que a decisão altera diretamente o andamento das investigações e exige que os parlamentares revisem os procedimentos adotados na votação que autorizou o acesso aos dados financeiros e fiscais de diversos investigados.

Deputado critica decisão e fala em interferência

Um dos que reagiram de forma mais contundente foi o deputado federal Alfredo Gaspar. Para ele, a decisão representa uma afronta às investigações conduzidas pelo Congresso.

Segundo o parlamentar, a suspensão das medidas compromete a transparência das apurações. Em declaração pública, Gaspar classificou a decisão como um “tapa na cara da sociedade” e criticou o fato de o ministro ter sido indicado ao Supremo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão judicial também impacta diretamente pedidos de quebra de sigilo envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, além de instituições financeiras e outros nomes citados na investigação.

Suspensão alcança todos os alvos da votação

Na decisão, Dino argumentou que as quebras de sigilo foram aprovadas de forma conjunta, em um único bloco, o que impede a manutenção parcial da votação. Segundo o ministro, não seria juridicamente coerente considerar alguns pedidos válidos e outros inválidos dentro do mesmo ato deliberativo.

De acordo com o entendimento apresentado pelo magistrado, manter a votação parcialmente poderia gerar insegurança jurídica e abrir espaço para questionamentos administrativos e judiciais envolvendo órgãos como o Banco Central e a Receita Federal.

Dino também alertou que provas obtidas a partir de uma decisão considerada irregular poderiam ser contestadas posteriormente, comprometendo o andamento das investigações.

Comissão pode refazer votação

Apesar da suspensão, o ministro indicou que a própria comissão parlamentar pode refazer o procedimento. Caso os parlamentares queiram manter as medidas, será necessário realizar nova votação, desta vez individualizando os pedidos de quebra de sigilo.

A orientação abre caminho para que a CPMI retome as deliberações, desde que o processo siga critérios formais considerados adequados para garantir segurança jurídica às investigações.

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