Após semanas de negociações e articulações nos bastidores, a base governista definiu o nome que ocupará a vaga de vice na chapa encabeçada pelo governador Daniel Vilela (MDB) na disputa pelo Governo de Goiás. O escolhido foi o ex-senador Luiz do Carmo (PSD). A decisão foi consolidada na noite de terça-feira (4), durante reunião entre Daniel Vilela e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), na véspera da convenção que oficializará a chapa.
A escolha encerra a última definição pendente da composição majoritária e reforça a estratégia de ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico, considerado um dos principais segmentos políticos do estado. Luiz do Carmo possui forte identificação com esse público por ser irmão do bispo Oídes do Carmo, presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos da Assembleia de Deus Madureira em Goiás, além de contar com o apoio de importantes lideranças da denominação.
A disputa pela vaga de vice também envolvia outros dois nomes do PSD: o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima, que tinha a preferência inicial de Ronaldo Caiado, e o ex-deputado federal José Mário Schreiner, representante do setor do agronegócio. No entanto, prevaleceu o entendimento de que a indicação de Luiz do Carmo fortaleceria a aliança política e evitaria desgastes com a base evangélica.
Nos bastidores, a avaliação foi de que deixar o ex-senador fora da chapa poderia comprometer apoios considerados estratégicos. O posicionamento do segmento também foi evidenciado pelo Podemos, legenda da qual Luiz do Carmo já fez parte. Durante convenção realizada no último sábado, o partido optou por não oficializar apoio à candidatura de Daniel Vilela, condicionando a aliança à escolha do ex-senador para a vaga de vice.
Com uma trajetória consolidada na política goiana, Luiz do Carmo foi deputado estadual e exerceu mandato de quatro anos no Senado Federal. Ele foi eleito suplente de Ronaldo Caiado em 2014 e assumiu a cadeira em Brasília após a eleição de Caiado para o governo estadual, em 2018. Em 2022, abriu mão de disputar a reeleição em nome da unidade do grupo político. Agora, retorna ao centro das articulações como candidato a vice-governador na chapa governista.


