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CPI aponta repasses de R$ 40 milhões de escritório da mulher de Moraes para o Banco Master

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Documentos encaminhados pela Receita Federal à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura a atuação do crime organizado indicam movimentações financeiras relevantes envolvendo um escritório de advocacia ligado à família de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Segundo os dados analisados pela comissão, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados teria recebido, ao longo de 2024, valores que somam mais de R$ 40 milhões provenientes do Banco Master, instituição financeira associada ao empresário Daniel Vorcaro.

Declaração fiscal embasa investigação

As informações constam em registros fiscais apresentados pelo próprio banco à Receita Federal, cujo sigilo foi quebrado no âmbito da CPI. De acordo com os documentos, foram realizados 11 repasses mensais de aproximadamente R$ 3,64 milhões ao escritório ao longo do ano, totalizando R$ 40.111.826,92.

O contrato entre as partes teria sido firmado em 2024 e prevê pagamentos mensais de R$ 3,5 milhões, podendo alcançar cerca de R$ 129 milhões ao longo de três anos, conforme dados divulgados anteriormente pela imprensa.

Procurado, o escritório Barci de Moraes contestou as informações divulgadas. Em nota, afirmou que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”. A banca não detalhou quais seriam os valores corretos relacionados ao contrato.

Ligação familiar chama atenção

Viviane Barci de Moraes, que integra o quadro societário do escritório, é esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A relação familiar aumentou a repercussão do caso dentro da investigação conduzida pelo Senado.

Até a última atualização, o ministro não havia se manifestado sobre o assunto.

A CPI do Crime Organizado tem como objetivo investigar possíveis conexões entre operações financeiras e práticas ilícitas. A análise de dados fiscais e bancários faz parte das estratégias adotadas pelos parlamentares para rastrear movimentações consideradas atípicas ou relevantes.

Os documentos agora passam a integrar o conjunto de informações que serão avaliadas pela comissão ao longo dos trabalhos.

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