O Brasil é um dos países que o Congresso Nacional mais caro do mundo. Para o ano de 2026, o orçamento estimado é de cerca de R$ 18 bilhões, excluindo as emendas parlamentares, um valor que coloca o país em segundo lugar no ranking mundial de parlamentos mais caros, atrás apenas dos Estados Unidos.
Quando analisamos o peso desse valor em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil se destaca como o líder global. Esses dados são fornecidos pela União Interparlamentar, uma entidade da ONU que monitora o funcionamento dos parlamentos ao redor do mundo.
Custos do Congresso brasileiro
Os custos com os parlamentares vão muito além de seus salários. Cada deputado recebe, mensalmente, R$ 46.366,19, mas a remuneração representa uma parte pequena do custo total. Além disso, os parlamentares têm direito a uma cota para o exercício das atividades, que pode ser usada para cobrir despesas como passagens aéreas, combustíveis e aluguel de veículos. Dependendo do estado de origem do parlamentar e de como a cota é utilizada, esse valor pode alcançar quase R$ 1 milhão por ano.
Outro gasto significativo está relacionado à verba de gabinete, que é destinada ao pagamento de assessores. Cada deputado pode gastar, em média, R$ 126 mil por mês, o que permite a contratação de até 25 secretários parlamentares para auxiliar nas atividades legislativas. Esse gasto, junto à cota para atividades parlamentares, contribui para os elevados custos operacionais do Congresso.
Além dos custos diretos com os parlamentares, o Brasil também lidera em relação ao número de servidores no Legislativo, com cerca de 14 mil funcionários em todo o sistema. Esses números geram um impacto considerável no orçamento do país, tornando o Congresso Nacional um dos maiores responsáveis pelos gastos públicos. A manutenção desse aparato resulta em um alto custo, mas é uma realidade com a qual o país convive para garantir a operação e funcionamento das instituições democráticas.



