O advogado Daniel Monteiro, preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16), já havia sido homenageado com o título de cidadão baiano em dezembro de 2024. A honraria foi concedida na Assembleia Legislativa da Bahia por iniciativa do deputado Rosemberg Pinto.
A prisão ocorreu em mais uma etapa da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema envolvendo o Banco Master e possíveis pagamentos irregulares ligados a operações financeiras.
Daniel Monteiro é investigado em esquema no Banco Master
De acordo com as investigações, Daniel Monteiro teria atuado como operador financeiro e jurídico de um grupo associado ao empresário Daniel Vorcaro. A apuração aponta ainda que ele estaria envolvido em pagamentos de propina ao ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
Outro ponto levantado pela PF indica que o advogado teria atuado como intermediário em operações com ações do banco estatal, utilizando estruturas consideradas irregulares. Segundo a investigação, ele teria adquirido papéis da instituição e posteriormente repassado a fundos por cerca de R$ 84 milhões.
Homenagem ocorreu antes das investigações ganharem força
Antes de se tornar alvo da operação, Monteiro foi homenageado por sua atuação empresarial. Durante a cerimônia, realizada na Assembleia Legislativa da Bahia, foram destacados investimentos relacionados à aquisição da Empresa Baiana de Alimentos, responsável pela rede Cesta do Povo.
O evento contou com a presença de autoridades políticas, incluindo o ex-deputado federal Otto Alencar Filho, que participou da solenidade e deu as boas-vindas ao homenageado. “Seja bem-vindo, Daniel”, disse ele durante o evento.
Também esteve presente o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, ligado ao grupo político do senador Jaques Wagner.
Operação apura contratos e movimentações financeiras
As investigações também alcançam empresas ligadas ao entorno político e empresarial. Segundo informações da apuração, uma empresa vinculada à esposa de Eduardo Sodré teria firmado contratos com o Banco Master, recebendo cerca de R$ 12 milhões ao longo de três anos.
A Polícia Federal segue com as diligências para aprofundar a apuração sobre o caso, que envolve suspeitas de corrupção, uso de laranjas e influência indevida em decisões dentro de instituições financeiras públicas.


