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PGR negocia delação premiada com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro pode negociar delação enquanto STF analisa nesta sexta se mantém prisão preventiva determinada por André Mendonça.
Imagem: Divulgação - Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro pode negociar delação enquanto STF analisa nesta sexta se mantém prisão preventiva determinada por André Mendonça.

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A situação judicial do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, entrou em uma nova fase após a confirmação de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém conversas preliminares com sua defesa sobre a possibilidade de um acordo de colaboração premiada. As tratativas ainda estão em estágio inicial e, até o momento, não existe definição sobre eventuais nomes que poderiam ser citados ou sobre os termos de um possível acordo.

Apesar das conversas nos bastidores, a prioridade imediata da defesa do banqueiro é reverter a prisão preventiva durante julgamento que será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Defesa nega proposta formal de delação

O advogado Pierpaolo Bottini, responsável pela defesa de Vorcaro, afirmou que não existe negociação concreta sobre colaboração premiada neste momento. Segundo ele, a estratégia atual está concentrada no processo que discute a manutenção da prisão do empresário.

A análise será feita pela Segunda Turma do STF em sessão virtual marcada para esta sexta-feira, quando os ministros irão decidir se mantêm ou não a ordem de prisão determinada pelo ministro André Mendonça.

Prisão foi autorizada por risco às investigações

A prisão preventiva foi decretada após pedido da Polícia Federal do Brasil, que apontou risco de interferência nas apurações. Na decisão, Mendonça considerou haver indícios de que o empresário poderia comprometer o andamento das investigações.

As suspeitas surgiram a partir de mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante uma fase anterior da operação policial realizada no ano passado.

Possível colaboração ainda dependeria de regras legais

Mesmo que seja apontado como líder de uma organização criminosa, a legislação brasileira permite que o investigado proponha um acordo de colaboração. No entanto, nesses casos, os benefícios previstos pela lei são mais limitados.

Isso significa que, mesmo com eventual delação, o Ministério Público ainda poderia apresentar denúncia formal contra o investigado.

Além disso, as investigações indicam que Vorcaro teria conseguido acesso a documentos considerados sigilosos relacionados a apurações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF), o que reforçou os argumentos usados para justificar a prisão preventiva.

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