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No PSB, Aava Santiago vai aprender que política não é roda de conversa

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O jogo ficou pesado para Aava Santiago no PSB. Pesado e solitário. Ao decidir deixar Marconi Perillo (PSDB) falando sozinho, Aava não apenas rompeu um diálogo, ela comprou um problema. E ganhou, de brinde, um novo adversário disposto a fazer o que a política faz de melhor: esvaziar quem se acha maior do que o tabuleiro.

Antes, o enredo era simples. Havia um antagonista claro, Ronaldo Caiado (UB). Agora, o roteiro mudou. Aava parece ter adotado a estratégia do “contra tudo e contra todos”, sem perceber que, na política real, essa postura costuma funcionar melhor em discurso de rede social do que em articulação de bastidor. O resultado é direto: de um embate localizado, passou a jogar contra o mundo.

Alguém poderia sugerir um colo petista para amenizar a queda. Ilusão. O PT em Goiás mal consegue dar conta de si próprio, de suas crises internas, de suas contas políticas e de sua eterna busca por relevância eleitoral. Imaginar o partido se sacrificando para salvar um projeto alheio é acreditar em conto de fadas, e dos mal escritos.

Diante do cenário, sobram duas saídas, ambas amargas. Ou Aava engole o orgulho, volta para os braços de Marconi e finge que nada aconteceu, ou resolve bancar a audácia e se lança ao governo, apostando mais na coragem do que na estrutura. Em qualquer dos casos, o custo será alto e a fatura, inevitável.

O fato é que o jogo ficou pesado. Pesado demais para quem ainda está aprendendo que política não é espaço de afirmação pessoal, mas de correlação de forças. No PSB, Aava Santiago descobre, a duras penas, que novatos que chutam o tabuleiro cedo demais costumam sair do jogo antes do apito final.

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