O prefeito Márcio Corrêa (PL), eleito surfando na onda do eleitorado conservador e bolsonarista e na força do Partido Liberal, parece agora querer esquecer exatamente de onde veio o impulso que o levou até a prefeitura.
O episódio mais recente foi a ausência no evento Rota 22, encontro que marcou a movimentação política em torno da pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL) ao governo de Goiás. Para um prefeito eleito com apoio direto do PL e do eleitorado conservador e bolsonarista, seria, no mínimo, o lugar mais natural para estar.
Mas não.
Enquanto o próprio partido reunia suas lideranças na cidade, Márcio Corrêa preferiu outro roteiro, circular em eventos do governo estadual e declarar, sem muita cerimônia, apoio ao vice-governador Daniel Vilela (MDB), herdeiro político de um partido que, não custa lembrar, pode até indicar mais uma o vice numa eventual chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A cena ficou mais ou menos assim, o PL serviu como escada para chegar ao poder, mas na hora de subir no palco do próprio partido, o prefeito resolveu faltar. Na política isso tem nome. Alguns chamam de estratégia. Outros, menos generosos, preferem chamar de traição mesmo.




